Piratini
Obras da Ponte do Costa voltam a ser uma incógnita
Obras estão paradas desde outubro e, após Daer prometer retorno para a última semana, órgão já não estipula novo prazo
Divulgação -
As obras de construção da nova Ponte do Costa, principal acesso ao município de Piratini, voltaram a ser uma incógnita. Após prometer um retorno para a última semana, algo que não ocorreu, o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) já não confirma quando os trabalhos voltarão a ser feitos. Dessa maneira, o principal acesso ao município, via ERS-702, continua sendo através da ponte antiga e de estrutura precária.
A população já demonstrava pessimismo quanto ao andamento do projeto, revela o prefeito do município, Vitor Rodrigues (PDT). Mesmo assim, o andamento inicial gerou boas expectativas, devido à rapidez. Com o abandono do local por parte da Traçado Arquitetura e Engenharia, os pontos de interrogação retornam. O chefe do Executivo, inclusive, pretende ir a Porto Alegre na próxima sexta-feira para tentar obter respostas e descobrir os motivos da parada.
Procurado pela reportagem, o Daer, através de sua assessoria de imprensa, limitou-se a dizer que ajustes financeiros estão sendo feitos para dar continuidade nos serviços, sem prazo para retomar a obra, orçada inicialmente em R$ 6,3 milhões, com recurso proveniente da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide). A posição do órgão estadual contraria algo dito por ele mesmo há menos de duas semanas, quando confirmou que os ajustes já haviam sido realizados e garantiriam o retorno para a última semana. A empresa, por sua vez, diz não poder se posicionar sobre o tema, devido a cláusulas contratuais.
A construção terá 159 metros de extensão. Em março, 60% da obra, iniciada em janeiro, já estava concluída, segundo nota do governo do Estado. No entanto, no final de outubro a empresa abandonou o local. Fontes ligadas à direção disseram na semana retrasada que as divergências eram complexas, mas a principal era referente às condições para realizar o trabalho, pois itens propostos no projeto inicial não eram viáveis na prática e, por isso, precisavam ser alterados.
Segundo o prefeito, a obra já vinha se "arrastando" há algum tempo. Aliado a isso, informações dando conta de que a qualquer momento tudo poderia parar surgiam e causavam pessimismo. "Tanto é que parou...", reflete. Ele lamenta a incógnita surgida em uma obra cuja importância, em sua opinião, traz a esperança de fortalecimento no desenvolvimento econômico não só da cidade, mas também da região como um todo.
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